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Meu espaço sem espaço

Minha vida é um livro aberto onde todos podem escrever um pouco da minha história.

Eliade Bezerra Duarte Filho

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(Tiago - o cara do cursinho)
E aí, cara? Hoje resolvi não estudar e fiquei lendo seu blog. Só pra relaxar...
Cara, é uma leitura muito agradável, meio viciante. Não vou me prolongar nos elogios pra não parecer estranho (coisa de quem usa capacete rosa. Hahaha). O legal é que a gente absorve muita coisa boa e ainda fica conhecendo um pouco de quem escreve.
Em particular, o seu post sobre "Ensaio sobre a cegueira" foi o que me chamou mais atenção em relação aos outros que li. Me dei conta da minha cegueira também. Não me senti desesperado por isso, pois, há tempos tinha traçado 3 etapas de crescimento da minha vida: a financeira, a intelectual e a espiritual. Oviamente elas não estão totalmente separadas. Depois de ter cumprido as primeiras obrigações (ter me formado, estar empregado, conseguir meu sustento), sinto-me agora partindo para a evolução intelecual, de fato: sem obrigação; estudar Direito por realização. Mas, com certeza ainda não cheguei (com força) na espiritual. E foi esse o meu consolo quando percebi minha cegueira. É uma cegueira provisória. Em breve vou acordar novamente. Deixa passar esse período de cursinho e provas de vestibular.
 
Até a Ufba.
Tiago.
Dec. 12
Eliade, q bom q vc gostou do meu blog. Valeu por adicionar!!!
Eu li algumas coisas daqui tbm... Gostei do saudosismo da sua postagem q fala dos desenhos animados japoneses....
As vezes me sinto assim tbm =/
Sempre q eu atualizar o blog eu avisarei ok?!
Bjs, fica com Deus amigo!!! :*
Oct. 20
Olá a paz !!! q legal vc ter vindo ao Rio, na minha cidade pena q tenha chovido bastante, mas Deus sabe de todas as  coisas, bom final de semana. Rosy
Oct. 9
June 10

O café e as implicações sociais de uma outra bebida

Ontem estava no salão principal do meu setor conversando com alguns colegas enquanto eles tomavam um cafezinho.

Eu gosto de café, não costumo tomar porque me dá dor de barriga, mas às vezes vou numa boa cafeteria no shopping e tomo um capuccino, ou um expresso. Não, não sei muito sobre a bebida, passo longe de sequer me achar um especialista.

Um dos colegas perguntou se eu não bebia café. Eu disse que bebia, mas que não costumava beber pelo que já falei.

Pouco depois acabei pegando um copo e pondo um pouco para socializar…

Esse mesmo colega me disse “não resistiu, ein?” e então fiquei pensando em como o fator social atua de maneira significativa nos nossos hábitos, e lembrei-me especialmente desse aspecto com relação ao uso de bebidas alcoólicas.

Existem bebidas alcoólicas que são gostosas, não tenho dúvida disso, e não pretendo fazer juízo de valor se beber ou não beber é certo ou errado, se é melhor ou pior em termos de saúde do que tomar um refrigerante, um suco ou uma água, mas o que quero colocar aqui é como o fator social talvez seja o principal motivador para quem bebe bebidas alcóolicas.

Alguns exemplos:

  1. Tenho um conhecido que bebe bastante, mas sempre que saímos em um local onde só ele bebe, ele normalmente não bebe. Não é porque não haja bebida sendo oferecida, nem porque poderia constranger alguém presente, não seria o caso, mas ele simplesmente não bebe. Isso acontece com várias outras pessoas que conheço e não é nem por vergonha ou por constrangimento, como já disse. Aliás, talvez eu pudesse afirmar o contrário, que eles se sentem muito mais constrangidos explícita ou implícitamente por seus pares quando vão a um barzinho, por exemplo, caso resolvessem, pelo menos a princípio, não beber.
  2. O alcool é um desinibidor. Não sou médico, nem químico, nem conheço muito da biologia do corpo humano mas sei que o alcool afrouxa os limites e as amarras que nós nos auto impomos. Assim, não cabe dizer por exemplo que um santo vira um demônio quando bebe, mas quem sempre tem pensamentos ruins mas consegue se controlar, quando bebe pode não conseguir mais. Assim uma pessoa explosiva mas que se contem pode agredir outras pessoas e quem sabe até pior. Aquela pessoa que é tímida mas no fundo gostaria de ir atrás de outra, se sente confiante para fazê-lo. Além disso, sob a ótica de quem bebe, tudo tem mais graça, ou seja, os padrões sensitivos também caem, fazendo a pessoa tolerar circunstâncias que talvez em sobriedade passasse longe.

É interessante como quem não bebe é confrontado, ridicularizado, segregado mesmo socialmente por quem bebe. A bebida passa a ser fator de exclusão tanto quanto uma doença, o que, aliás, é capaz de acontecer com quem se excede no alcool e não com quem se abstem do mesmo (não no sentido geral, mas no alcoolismo enquanto doença, e nas outras doenças correlatas).

Por outro lado, a bebida pode nos trazer dois sentimentos conflitantes e que normalmente caminham juntos. O primeiro é a falsa sensação de alegria, de preenchimento do vazio existencial que muitos temos. A certeza de que nossos amigos esperam que nós bebamos já é razão mais do que suficiente para fazê-lo, especialmente nesse mundo de indivíduos e não de pessoas. Ninguém quer ficar só por que não bebe. Essa sensação de euforia e alegria momentânea passa normalmente quando se retorna à sobriedade, e aí chega-se à depressão, ela que muitas vezes já começa durante a própria embriaguez, onde a pessoa reconhece o ridículo em que está, a ilusão de tudo aquilo, o quão fugaz é o sentimento de prazer que está desfrutando.

Não vou colocar meu posicionamento religioso com relação a isso tudo. Talvez eu pudesse falar que Jesus é quem preenche os vazios existenciais de nossa alma, de modo que nenhuma bebida pode fazer. Seria chavão mas ainda assim verdade. Mas isso não implica numa proibição de beber como muitos religiosos fazem crer, elevando o consumo do álcool à condição de pecado mortal. Não, afinal, o próprio Cristo era conhecido pelos fariseus de sua época como “comilão e bebedor de vinho”. Jesus sabia que um bom vinho alegra a alma, traz sentimentos e sensações positivas. Mas não vemos Jesus caindo pelas sarjetas, embriagando-se, ou dependendo disso para viver, para ser feliz.

O que quero colocar é, para concluir, que depender do álcool para garantir a solução, ainda que meramente momentânea, dos problemas, é fugir dos mesmos, procurando esquecê-los, o que não é o certo a se fazer. A verdadeira alegria também não se consegue pelo seu consumo, ainda que em momento de socialização. Quem é feliz traz a sua felicidade internamente e externaliza isso com ou sem o uso de bebida alcoólica. Aliás, por falar nisso, lembro que nunca na minha vida, apesar de toda timidez, precisei tomar nenhuma bebida alcoolica para “chegar junto” de uma menina, rir um bocado com meus amigos, falar em público ou resolver meus conflitos internos ou externos.

Ao invés de incentivarmos socialmente o uso do álcool, tornando cultural o seu abuso com tantas propagandas de cervejas e mulheres, esportes e coisas que aludem ao sucesso pessoal, deveríamos sim colocar em pratos limpos os efeitos nocivos que a combinação de álcool e direção proporcionam, as vidas ceifadas, os abusos cometidos contra os familiares que têm que suportar um pai alcoólatra, por exemplo.

Isso não se faz, pelo menos não com tanta propaganda, com tanta ênfase e pressão social.

May 29

Icthus

icthus2

O peixe é um símbolo do cristianismo quase tão conhecido, popularizado, e antigo quanto à cruz de Cristo.

Para escrever esse post, preferi não consultar muito a Internet, e me ater mais às minhas lembranças, ao que está interiorizado na minha cabeça e coração a respeito desse símbolo cristão, do que li e ouvi a respeito durante minha vida como servo do Senhor, e colocar para fora o sentimento que guardo aqui dentro.

A primeira coisa que me vem à mente acerca desse símbolo é a chamada dos primeiros discípulos por Jesus quando o Mestre apenas iniciava seu ministério. Os primeiros discípulos que Jesus chamou para serem seus seguidores foram os pescadores Pedro, Tiago, João e André.

De pescadores de peixes, Jesus fez uma proposta revolucionária àquelas pessoas de algo que mudaria suas vidas; utilizando a metáfora que eles entenderiam, o Mestre os convidou a serem pescadores de homens, responsáveis por algo muito maior do que a simples alimentação gerada como fruto do seu trabalho, a salvação e transformação de vidas perdidas.

Alguém poderia encarar essa ousada proposta como um belo trabalho de marketing, uma vez que Jesus utilizou-se do contexto sociocultural daqueles homens, a pesca, para atraí-los a um investimento em que não teriam como avaliar as dimensões, o resultado final, que sou eu e mais de um bilhão de pessoas que professam a fé em Cristo hoje no mundo, sem contar os muitos outros que já partiram para junto do Pai no decorrer da história.

Uma segunda lembrança que tenho a respeito do peixe é o lanche que um garoto trazia consigo quando foi ouvir aquele jovem de trinta e poucos anos falar a respeito de vida, de Deus, de coisas que ele talvez não compreendesse bem, mas que, movido talvez pela curiosidade, levado por algum parente ou amigo, achou-se em meio a uma multidão que passou o dia a ouvi-Lo falar, e devido ao ermo do local em que se reuniram, e o horário, percebeu-se que não haveria como alimentar a todas aquelas pessoas. Isso, obviamente como a história conta, seria assim não fosse o pronto atendimento do Senhor Jesus, que com apenas o lanche daquele garoto, composto de poucos pedaços de pães e, novamente eles, peixes, efetuou um de seus muitos milagres, multiplicando aquela refeição de modo a alimentar milhares de pessoas a ponto de sobrar cestos e mais cestos de restos de comida.

Assim, o peixe torna à sua função original como alimento, sustento, e leva-nos a uma nova dimensão, quando compreendemos o caráter profético daquele ato (e deixe-me aqui tentar retirar qualquer carga de “profetada” ou “determinação”, ou ritual neo-pentecostal que o valha; não, não era esse um “ato profético” como se diz hoje em dia nos círculos mais heterodoxos do meio evangélico), onde Cristo alimenta a fome terrena, como faria com a fome espiritual através de sua própria carne e sangue vertidos na cruz do Calvário.

O peixe trouxe ali um renovo, uma nova esperança de vida para aquelas pessoas que estavam famintas, tanto quanto Cristo tem a cada dia a oportunidade de, resgatando alguém do fundo do poço em que se encontra, mostrar-lhe a vida, e vida em abundância, que Deus reservou para ele.

Lembro-me também de um episódio ocorrido depois que Pedro negou Jesus, o Mestre havia sido crucificado e até ressuscitado, mas os discípulos primeiros, aqueles mesmos pescadores voltaram à sua atividade inicial. Parece que a vergonha da renúncia, a dor da perda havia desmotivado e desconsolado aqueles homens que abdicaram do seu propósito de pregar aos homens a salvação prometida e trazida por Cristo, a vida eterna com o Pai, e retornaram ao seu trabalho cotidiano.

Aqui vemos uma história interessante. Aqueles pescadores, homens experientes em seu trabalho, passaram a noite inteira mar adentro e nada conseguiram pegar. No entanto, aparece Jesus, e talvez por isso mesmo que já falei, vergonha ou dor, eles não o reconheceram, e diz aos “ex”-discípulos que lançassem novamente as redes para o lado direito do barco. Provavelmente aqueles homens já tinham lançado as redes para todos os lados do barco durante aquela noite, eles não tinham começado recentemente nesta atividade e conheciam “os segredos do mar”, então talvez tenham pensado “quem é este homem que chega querendo nos ensinar a fazer nosso próprio trabalho, nós que temos pescado a nossa vida inteira?”, mas a despeito de tudo que pudesse indicar o contrário, eles obedeceram e lançaram novamente as redes na água.

O resultado é história, pescaram tantos peixes que as redes quase rasgaram, o barco quase veio a pique com a enorme quantidade de pescados. O peixe aqui fez aqueles homens reconhecerem novamente o Mestre. Quem se atenta para o fato é o discípulo amado, João. Pedro ao saber disso corre, ou melhor, nada até a praia onde o Senhor o espera para confrontá-lo de uma vez por todas contra sua própria natureza. Até quando o velho Pedro iria ser apenas mais um pescador (e não estou querendo diminuir essa importante profissão), sendo que o próprio Senhor já o havia chamado e dedicado a um trabalho sem dúvida inigualável?

Cristo nesse momento faz com Pedro o que muitas vezes precisa fazer conosco, dá um tranco. Quando o Senhor pergunta aquele homem se ele O ama, Ele já sabe a resposta, já sabe que Pedro O ama, mas, não querendo envergonhá-lo que não é esse seu perfil (se é que podemos “profilar” Jesus) ou intenção, deseja ouvi-lo reconhecer publicamente que uma vez tomada aquela decisão, de amar, ele não mais voltaria atrás.

Amar, como já muito dediquei tempo aqui no meu espaço sem espaço, é uma decisão e não um sentimento, e o que Jesus estava “cobrando” de Pedro era justamente onde se encontrava a decisão que ele havia feito anteriormente, ao ponto de declarar em alto e bom som que morreria pelo Mestre se possível fosse, sendo que ele foi o primeiro a nega-Lo e a fugir.

A pergunta de Cristo a Pedro era o ponto de partida para todas as decisões que ele deveria tomar a partir dali. Sua vida não pertencia mais a si, mas aos outros, a tantos quanto ele pudesse pregar.  A responsabilidade era grande, poderia e acabou levando a sua morte.

O peixe, voltando ao fio da meada, serviu no curso da história para identificar os seguidores de Jesus, os pescadores de homens, também conhecidos como pescadores de almas, símbolo desbastado nas tumbas onde a igreja se reunia durante a perseguição pelo império romano.

Mas como eu li na Internet recentemente sobre o tema, não adianta usarmos toda forma de símbolo para tentar nos associar ou identificar com o cristianismo, se de fato não agimos como cristãos, se nossa vida não reflete aquilo que dizemos crer, ou se não vivemos como Jesus viveu.

Colocar um adesivo do peixe no carro (e eu tenho um no meu), usar um crucifixo ou até uma tatuagem de nada serve se a nossa vida não refletir o caráter de Jesus em nós, se não formos como Ele quer que sejamos. Alguém já disse que devemos pregar em todo tempo, se necessário usando palavras. Aqui vejo o símbolo do peixe nessa conotação. Se vivermos aquilo que pregamos, não será o peixe que nos identificará como cristãos, mas tudo que fizermos demonstrará isso. Por outro lado, por mais que afirmemos ser cristãos, e não agirmos como tais, esses símbolos de nada adiantam. Que tenhamos tatuado em nosso coração, portanto, a palavra de Deus e a coloquemos em pratica.

A propósito, encerrando este post, Ichtus vem do grego Ixthus que significa peixe. A última associação com o cristianismo que queria citar era que em grego, peixe também é um acróstico das palavras: Iesus Xristos Theo Uios Sopter, que significa Jesus Cristo, Filho de Deus, o Salvador.

Deus nos abençoe.

May 22

Pensamento do dia

O pensamento do dia de hoje é um versículo da Bíblia, para meditação durante o fim de semana. Deus nos abençoe.

Salmos 90:12 “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio.”

May 21

Muitos cristãos são insuportáveis

Essa eu também “capturei” do blog do Pavarini, e achei super interessante. Deus nos abençoe e nos faça refletir a respeito.

Muitos cristãos são insuportáveis

Eu amo Jesus. O que me deixa maluco são seus seguidores. Para ser sincero, não gosto de muitos cristãos. Note bem, eu não disse “alguns” cristãos; eu disse “muitos”. Não gosto deles — não gosto mesmo, nem um pouquinho. Por várias vezes, prefiro andar com gente doida, profana, incrédula e perdida do que com aqueles que se dizem cristãos, mas, na verdade, são fariseus de mente limitada e metidos a críticos.

Tenho um amigo que é pastor de uma grande igreja. Certa vez, durante uma entrevista, ele disse ao repórter que orava seis horas por dia. O jornalista, muito impressionado, perguntou por que ele orava tanto tempo. O pastor respondeu, com toda franqueza: “Minha igreja é muito grande, e odeio muitas pessoas que fazem parte de-la. Preciso orar seis horas por dia para que Deus me ajude a amá-las”.

Gostaria de amar todos os cristãos, mas não consigo. E vou enumerar algumas razões pelas quais isso acontece.

Não gosto de muitos cristãos pela capacidade que possuem de ser terrivelmente críticos. Eles assumem aquela pose do tipo sou-mais-santo-que-você e se consideram melhores do que todo mundo. Brigam e discutem pelos motivos mais ridículos.

• “Você está lendo a versão errada da Bíblia.”

• “O estilo de louvor de sua igreja é sem graça.”

• “O ensino sobre o Antigo Testamento é insuficiente.”

• “Por que não prega mais sermões expositivos?”

• “Sua igreja deveria realizar mais trabalhos evangelísticos.”

• “Você é por demais evangelista, devia se preocupar mais com o discipulado.”

Esses especialistas em igreja costumam ser os mesmos que não sabem dizer o nome do vizinho não-cristão. Aaaarghhh! Fico doen-te com esse tipo de gente. E quando o tema da conversa ultrapassa as questões da igreja, a coisa é ainda pior:

• “Evangélicos só devem assistir a filmes cristãos, que não são violentos.” (Adorei ver a cara dessas pessoas quando A paixão de Cristo, de Mel Gibson, foi lançado.)

• “Quem ouve música do mundo vai para o inferno.”

• “Cristão não faz tatuagem.”

• “Os Teletubbies são coisa do Diabo.”

• “Cristão de verdade não vai à Disney.”

Não consigo imaginar Jesus escrevendo frases como essas no chão.

Outro tipo que faz meu estômago revirar é aquele pregador fu-rioso: “Se você não se converter, vai queimar no inferno, pecador!”. Por experiência, posso dizer que os pregadores nervosinhos em geral pecam tanto quanto (ou mais do que) as pessoas a quem costumam pregar.

Se o que você leu até agora ainda não é suficiente para convencê-lo, ainda há mais: certos cristãos são muito esquisitos. É só dar uma olhada nos programas evangélicos exibidos na televisão. Alguns deles complicam muito o meu trabalho. Em tese, remo no mesmo barco, mas confesso que fico tentado a fazer piada das muitas bobagens que vejo.

Não é de admirar que não-cristãos assistam a esses programas só para rir. Sei que há muitos ministérios cristãos sérios que ocupam espaços na grade de horários da televisão, e dou o maior apoio. Mas, sejamos sinceros, existe muita coisa bastante bizarra para ver.

Se você se sente ofendido com o que acabou de ler, peço que coloque a mão na consciência e seja franco: já reparou no jeito que muitos televangelistas se vestem? Junte-se a isso a maquiagem forte e o cabelo cheio de laquê das mulheres desses pastores-apresentadores. Parece até um cafetão acompanhado de uma perua — é possível até que um cafetão e uma perua de verdade se vistam e se maquiem melhor.

Isso sem falar no grande engodo que é o discurso antibíblico: “Deus quer que seus filhos sejam ricos, por isso posso andar por aí em carros de luxo”. Para completar, eles ainda pregam no melhor estilo vou-pegar-seu-dinheiro, finalizando todas as falas com aquele “amém?” constrangedor. “Jesus ressuscitou dentre os mortos, amém? E ele está pronto para perdoar seus pecados, amém? Clame pelo Senhor agora, amém?”. Isso me embrulha o estômago, amém?

O que é isso?

O pior de tudo, porém, é o potencial de certos evangélicos à hipocrisia mais nojenta. São capazes de dizer uma coisa e fazer outra completamente diferente. Isso não apenas macula o nome de Jesus, como também fornece mais munição para esse mundo incrédulo usar contra o corpo de Cristo. É como o sujeito que procurou certo pastor protestante e perguntou:

— Pastor, será que o senhor faria o funeral de meu cachorro?

— Não fazemos funerais de cachorros — o pastor respondeu.

— Que pena — disse o homem, aparentemente decepcionado, mas rindo por dentro. — Eu estava disposto a fazer uma oferta de 100 mil para a igreja. Pelo jeito, terei de procurar outra.

— Opa, espere um pouquinho — reagiu o pastor. — Por que você não disse antes que seu cachorro era protestante?

Essas são algumas das razões pelas quais não gosto de muitos cristãos. Para falar a verdade, muitos deles também não gostam de mim. Dizem que sou radical demais. Que minha teologia é rasa. Que sou bom mesmo é de marketing. E meu pecado imperdoável: sou pastor de uma “megaigreja” (o que, automaticamente, faz de mim um egocêntrico que só se preocupa com dinheiro).

Agora que meus motivos já estão expostos, podemos começar. Espero que cheguemos aonde Deus deseja: um lugar que, provavelmente, não é o que ocupo agora. De qualquer maneira, sinto-me melhor depois de desabafar. Obrigado pela atenção que me dispensou até agora.

O cristão de quem menos gosto

Se você acha que minha cisma é apenas com evangélicos de outras igrejas, está enganado. Quando olho para minha igreja, encontro muitas pessoas das quais também não gosto. Não tenho o menor interesse em saber o que querem e como vivem. Fico bastante perturbado com isso, doente mesmo.

Há um tipo de cristão que considero o pior de todos, disparado. É o que mais me aborrece. Tira meu sono. Embrulha meu estômago. O cristão que mais detesto… sou eu!

Não estou brincando. Detesto muitas coisas em mim. Detesto ser menos do que aquilo que Cristo deseja. Tenho nojo de mim quando digo coisas que não deveria e que são incoerentes com a Palavra de Deus.

Detesto quando, na condição de líder, tomo decisões que magoam as pessoas. Detesto quando minhas atitudes pecaminosas magoam os seguidores de Cristo e afugentam os não-cristãos. Detesto essas coisas que vejo em mim.

Livro: Confissões de um pastor / Editora: Mundo Cristão

Piadinha: Hermenêutica jurídica

Piadinha básica para descontrair, que peguei no blog do Pavarini, relacionada com minha “nova área” de estudo.

Diferença entre Justo e Correto

Dois advogados encontram-se no estacionamento de um motel e reparam que cada um está com a mulher do outro. Após alguns instantes de "saia justa", em tom solene e respeitoso, um diz ao outro:

- Nobre colega, creio eu que o CORRETO seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa Senhoria no seu.

Ao que o outro respondeu:

- Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o CORRETO. No entanto, não seria JUSTO, levando-se em consideração que vocês estão saindo e nós estamos entrando.

Um sonho que eu tive…

Essa noite tive mais um dos meus sonhos realísticos, com enredo, personagens, locação e tudo o mais.

Dessa vez eu não conseguia voltar para Fortaleza até terminar a faculdade, ficava revoltado com a política de recursos humanos e transferências do meu trabalho e resolvia prestar um concurso público para ganhar um pouco menos mas para trabalhar no Ceará.

E não é que no meu sonho eu passava! Eu assumia como promotor estadual no Ceará, para trabalhar na cidade do Eusébio.

Meus sonhos, para quem não está acostumado, são muito detalhados, parecem filmes hollywoodianos, e nesse caso eu ia morar tipo no Alphaville Eusébio, Sarinha conseguia um emprego no PSF da própria cidade, que para quem não sabe é ao lado de Fortaleza, tipo Lauro de Freitas para Salvador.

É isso… espero que não tenha que se tornar realidade esse sonho. Quem sabe até lá eu já estou em Fortaleza, e termino lá minha faculdade.

May 20

Pensamento do dia

Good things come to he who waits… (common say/proverb)

Coisas boas acontecem com quem sabe esperar… (ditado popular/provérbio)

May 17

Esta eu faço questão de espalhar

Recebi por e-mail a imagem abaixo, como uma espécie de campanha e achei por bem dar apoio.

Bom fim de semana e fiquem com Deus.

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May 14

Nervosismo

Ontem, como tem sido as últimas segundas e quartas, houve apresentação pelos colegas de uma aula na disciplina de Antropologia.

As equipes são formadas por seis membros, e ontem (mais uma vez a palavra ontem, mmm…) um dos colegas ficou nervoso demais e passou mal, não conseguindo apresentar a sua parte.

Não vou falar do colega em si, só um parêntesis para dizer que fomos alguns de nós ver se como ele estava do lado de fora da sala para ver se havia algo que pudéssemos fazer para ajudá-lo, mas sim do nervosismo.

Como eu sei o que é esse sentimento! Você sente o peito queimar; o estômago embrulhar e encher-se de “borboletas” como diria uma pessoa acolá; sua respiração aumenta, até ao ponto de hiperventilar; sua pressão sobe demais, ou pode até cair bastante; as mãos são acometidas por suores, sudorese que se propaga por outros locais do corpo; pode haver uma perda momentânea do equilíbrio, sensação de náusea ou de desmaio, ou mesmo, em casos extremos, um descontrole emocional e físico que pode passar por arritmias cardíacas ou mesmo dores de cabeça ou no estômago e desconforto intestinal.

Longe de ser um post médico, até porque de medicina eu não entendo nada e o máximo que eu faço é me autoreceitar (shame on me, I know) uma aspirina vez ou outra, eu citei acima o que acontece com muitos de nós que ficam nervosos ao ponto de somatizar, transformar em sintomas toda nossa ansiedade, nossa angústia frente a uma circunstância que nosso corpo entende como uma situação de perigo, algo à semelhança de nossos antepassados se encontrarem frente a frente com uma onça, por exemplo, talvez possamos pensar assim, com um pânico digno, muitas vezes, de toda a descarga de adrenalina que nosso corpo puder jogar no nosso sangue (digamos que seja assim que isso aconteça, eu sinceramente não sei com certeza).

O nervosismo ataca especialmente pessoas tímidas como eu (sim, eu sou tímido, mas não é esse o assunto deste post, então deixem-me voltar para ele), e há situações em que ataca mais, assim como outras em que ataca menos.

Dentre as possíveis circunstâncias que causam uma angústia prévia e um nervosismo crescente eu posso citar o ato de falar em público (eu poderia citar o “chegar junto” de uma paquera, mas como foi-se a época, não vou entrar nessa seara). Quem me conhece ou convive comigo sabe que sempre que tenho que me manifestar em aula, por exemplo, perguntando para tentar tirar uma dúvida com um professor é bem comum eu me embolar todo na hora da pergunta, nao porque não saiba o que perguntar, mas porque fiquei nervoso e comecei a trocar as palavras, falar mais rápido, e até o bendito branco me dá justo na hora que tenho a atenção do professor e de toda a turma (pronto, lá foram mais sintomas).

Eu já fui professor de Escola Bíblica Dominical (EBD) de uma classe de jovens por mais de 6 meses na igreja que sou membro, já terminei um curso universitário (o que sou formado, de Informática) onde vez por outra tínhamos seminários para apresentar, sem contar a especialização e o mestrado que fiz onde também tive que dar as minhas aulinhas (não concluí nenhuma das duas, mas não vou entrar no mérito aqui, agora), e vez por outra sou chamado a proferir palestras sobre a minha área de trabalho (que também não vou discutir aqui), já li livros sobre o assunto (ou seja, como se portar numa situação dessas), mas ainda assim cada vez que alguma dessas oportunidades aparece, lá vem o nervosismo atacando com qualquer um (ou todos) dos sintomas que descrevi antes.

Os livros (ou o livro que li pelo menos, pra não mentir dizendo que li mais de um) dizem muitas coisas de como fazer para diminuir a tensão e o nervosismo numa hora dessas. Dizem que devemos checar o material de apoio que iremos usar, não confiarmos (ou melhor, dependermos) na tecnologia, estudarmos de maneira consistente o assunto proposto, olharmos nos olhos das pessoas com quem estamos falando, especialmente alguém com quem tenhamos alguma relação de amizade, o que nos dá uma sensação de paz e confiança naquilo que estamos fazendo, e por aí vai.

Particularmente, eu costumo, além do que falei acima e de outras coisas que não vem ao caso, orar. Orar me conecta ao meu Deus, a quem peço paz, tranquilidade, confiança e domínio próprio. Pela fé sinto tudo isso, e mais ainda, a certeza que preciso ter de que farei um bom trabalho. Além disso, tomo sempre um propanolol de 10 mg (lá vou eu me automedicando de novo, os médicos de plantão me perdoem, por favor), que serve para diminuir os batimentos cardíacos me deixando bem “zen” para a apresentação que irei fazer.

Com o tempo, para as pessoas “normais”, ou não tímidas, melhor dizendo, fica mais fácil controlar tudo isso, aliás, tão fácil que é internalizado, deixando de racionalizar sobre esse nervosismo. Para mim, contudo, ainda hoje sou atacado por esse sentimento, essas sensações, então tenho que me agarrar ao que posso para chegar ao final da minha aula, palestra ou seminário, e chegar vivo, consciente e com um resultado satisfatório, seja a compreensão daquilo que falei, seja a aprovação por meio de uma nota boa vinda da professora.

Deus nos abençoe.

Como formar um conjunto gospel de sucesso

Li o texto abaixo no blog do Pavarini, que tem na minha lista de blogs, e resolvi colocar abaixo. É de autoria de Rafael “Mutz” Venuto, do blog “É permitido pensar”. Deus nos abençoe (e nos livre de todo o mal).

Essas regras são uma constatação pessoal do "valor médio" do louvor gospel brasileiro. Siga-as a risca e seja um sucesso instantâneo.

Fale pouco de Deus e de sua obra redentora... Mais ainda, faça as pessoas acreditarem que Deus é o Papai Noel dos adultos;

Vogais... seu refrão adora mais se tiver vogais, elas mostram sua espiritualidade e encobrem sua capacidade de criar refrões inteligentes."Ouaieoua" é algo que vai fazer todos sentirem o maior êxtase espiritual;

Leia Cantares, Jó, Ester e outros livros pouco lidos da Bíblia, faça uma salada com versículos desses livros... Junte em um refrão grudento;

Ministrações espontâneas... você precisa ter ministrações espontâneas, mesmo que você as ensaie e decore tudo o que vai falar, e fale sempre a mesma coisa no mesmo momento em todas suas ministrações;

Diga sempre que foi Deus quem te deu a música... isso tira de você o peso de não saber compor, e também te dá uma arma poderosa contra os que fizerem criticas... "Você ousa questionar Deus e o Espírito Santo ???";

Fale em línguas... não importa se ninguém entende, isso mostra que você é muito espiritual. Se você não sabe falar, finja que fala..."rita lava saia", "ripa lá pra trás", "chupa bala halls" e "siri anda lá na praia" são bons exemplos de embromação;

Chuva é extravagante... sempre faça 5 musicas sobre chuva por cd;

Fogo e rio também são extravagantes... sempre peça pra Deus mandar fogo e te afogar no rio;

Por aplicação direta das 2 regras acima, se você pedir chuva de fogo, você será ungido(a) com a unção da face de leão marinho do norte, e rio de fogo com a unção do peixe boi sagrado. Cuidado, se você pedir fogo e depois chuva, a chuva apaga o fogo!;

Nunca leia a Bíblia... afinal ela pode condenar as idéias propagadas por suas músicas, leia caixinhas de promessas e Kenneth Hagin;

Faça atos proféticos... ignore o fato de que os profetas do Velho Testamento só faziam tais coisas por ordem de Deus. Ignore também o fato de que no VT os profetas faziam as coisas para ilustrar uma realidade espiritual, não para mudar a realidade espiritual;

Cante como a Ana Paula Valadão... Se não for possível, finja que é. Se não der para imitar a Ana Paula Valadão, ao menos imite a Nívea Soares. Se nem assim der, determine que você pode, afinal suas palavras têm poder (lembre-se se a Bispa Sônia Hermandes pode desafinar diante de um microfone para milhares de pessoas, você também pode);

Shophar... você precisa de um, mesmo que não faça idéia do que seja um Shophar.

Dançarinas... arranje dançarinas, Tai chi chuan é uma boa alternativa. Quanto mais parecidas com mariposas, melhor;

Gravação ao vivo é extravagante... ninguém nunca pensou em fazer isso, vá e destrua os poderes satânicos em quixopó do norte com sua ministração profética de 15 minutos;

Compre um violão de 12 cordas, e tenha uma igreja em Contagem;

"Penteai a noiva"... é um bom nome par ministério de louvor extravagante, e soa bem melhor que dizer "fazei chapinha na noiva";

Role no chão durante as ministrações... Crê-se que o deus dos extravagantes se agrada dos que se portam como sofredores de epilepsia;

Coloque um pimenta do reino embaixo da língua... ninguém vai entender o que você canta, lembre-se "gemidos inexprimíveis";

Durante a ministração, repare bem em tudo o que os outros estão fazendo... Qualquer atitude no sense extravagante deve ser copiada, ainda que você não faça idéia do porquê;

Compre CDs do hillsongs, hosanna music, Jason Upton e Vineyard...copie todas as músicas que derem para ser tocadas em sol maior. Aliás, toque todas em sol maior. Sol Maior é meu Pastor e nada me faltará;

Se você for um cantor gospel romântico decadente... invente uma visão, experiência, ou algo do tipo e diga que Deus revelou que você deve gravar só adoração [não mencione o fato do seu produtor ter te avisado que essa é a tendência do mercado, nem fale que você está desesperado para arranjar dinheiro pra ir pra Las Vegas]. Se funcionou para Michael W Smith vai funcionar pra você;

Você tem um objetivo: Ser extravagante;

Lembre-se: nunca venda um CD por menos de 25 reais... ou a gravadora não terá o dinheiro para fazer o jabá.

Fale mal de todo tipo de musica secular... A associe ao demônio e à falta de santidade. É preciso reduzir a concorrência com musicas de qualidade;

Emita barulhos estranhos e tenha atitudes esquizofrênicas... Todo tipo de comportamento alucinado pode ser facilmente dissimulado em manifestações do "poder de Deus";

Dissimule milagres... Objetos transformados em ouro voltaram à moda...

 
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